10 out Ministério Público arquiva representação de Cidinha Campos contra o projeto “Somos Todos Amarildo”

Informamos o arquivamento, pelo Ministério Público, da representação encaminhada pela deputada estadual Cidinha Campos (PDT) em face do advogado João Tancredo e do Instituto de Defensores de Direitos Humanos, denunciando suposta fraude em ação beneficente. O Ministério Público entendeu que a representação “falha em demonstrar, desde o início, que houve o fato noticiado” pela deputada.


A deputada alegou, em síntese, que foi promovida campanha pública, através do DDH, para a arrecadação de valores destinados à família de Amarildo de Souza e para o projeto “Somos todos Amarildo”. De acordo com a deputada, a ONG “induziu a erro, ludibriou e usou de má-fé os familiares do pedreiro Amarildo” no que concerne ao montante arrecadado em virtude da venda dos ingressos do show promovido por Caetano Veloso e da Marisa Monte, realizado no Circo Voador no ano de 2013.


Nesse passo, o Ministério Público entendeu que a acusação, baseada em falsas denúncias veiculadas por parte da imprensa, é totalmente inverídica, havendo sido divulgado, desde o início da promoção da campanha, com informação clara e precisa, que a renda da iniciativa seria direcionada não somente à aquisição de uma casa para a família de Amarildo, mas também para viabilizar um projeto que pretende traçar o perfil das vítimas de desaparecimento forçado, cuja ocorrência cotidiana na região metropolitana do Rio de Janeiro é alarmante.


Confiamos que, com o arquivamento da representação e com o parecer contundente exarado pelo Ministério Público, sejam definitivamente sepultadas quaisquer dúvidas acerca da índole do projeto e das pessoas nele envolvidas.


Em tempo, conforme noticiado pela imprensa e aqui divulgado, o projeto está em fase de acesso e organização do banco de dados que servirá de base para a pesquisa. Continuaremos a compartilhar com vocês todos os seus resultados.


A decisão de arquivamento é do dia 10 de setembro de 2014 e pode ser encontrada integralmente no procedimento MPRJ nº 2014.00253233. Optamos por divulga-la somente após o primeiro turno das eleições.


Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2014.


Instituto de Defensores de Direitos Humanos.

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