02 ago Nota de solidariedade ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

O Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) vem a público manifestar irrestrita solidariedade para com a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e, em especial, à sua presidenta, Paula Máiran.

A atual gestão do Sindicato defende que a imprensa como um todo respeite e promova os direitos humanos. Ao mesmo tempo, tem atuado de maneira incansável e independente na busca por direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e segurança para os jornalistas.

Consideramos que a valorização e a dignificação dos jornalistas, aliadas ao comprometimento com os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos (conforme previsto no Código de Ética da profissão), são elementos fundamentais para a garantia do direito à informação.

Nesse sentido, repudiamos os ataques injustos que a mídia corporativa tem lançado contra o Sindicato, que constrangem a legítima e democrática organização da categoria, e nos solidarizamos com a companheira Paula Máiran e demais membros da diretoria desta entidade tão fundamental na luta pela democratização da comunicação.

Rio de Janeiro, 02 de agosto de 2014.

1Comment
  • cspconlutasrj
    Posted at 08:11h, 06 agosto Responder

    A Central Sindical e Popular Conlutas | CSP-Conlutas presta solidariedade ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, que vem sofrendo uma série de ataques por parte da imprensa carioca, por ter, na última semana, organizado uma entrevista coletiva com ativistas acusados de praticar atos violentos em manifestações.
    A CSP-Conlutas repudia qualquer forma de violência contra a imprensa, seja por quem for ou por forças policiais, e nos colocamos contrários a qualquer forma de limitar o exercício da profissão. O jornalismo tem a prerrogativa de defender os direitos humanos e a democracia e os profissionais não podem ser agredidos, independente da linha editorial de seus veículos. Porém, diante das críticas ao sindicato, que ofereceu o auditório para a coletiva, organizada por entidades como a Justiça Global e o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, questionamos quais os reais interesses por trás de ataques por corporações de mídia ao sindicato e que têm inflamado a categoria.
    Estamos conscientes que o clima de hostilidade dos aparatos de repressão do estado e os patrões dificulta assegurar a integridade dos jornalistas e a liberdade de imprensa. O esforço deste sindicato tem sido de lutar contra os ataques da patronal, reivindicar melhores condições e segurança no trabalho. Também mantém um diálogo com todos os manifestantes para evitar a ação de provocadores infiltrados. Porém, esse esforço foi deturpado por parte da mídia, que se aproveitou da situação para criar falácias e colocar jornalistas contra jornalistas. Repudiamos essa prática e nos solidarizamos com a presidenta Paula Máiran, que tem sido atacada pessoalmente, depois do episódio.

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