Rafael Braga novamente preso apenas por ser negro e pobre

Mais uma vez a criminalização perversa do estado sobre os negros e pobres. Rafael Braga novamente preso sem ter qualquer motivo para isso. Assista ao vídeo gravado logo após a audiência de quarta-feira (13/01), com o advogado Carlos Martins, do Instituto de Defensores de Direitos Humanos - DDH que relata com precisão a apresentação da defesa, um registro precioso que ajuda a compreender como funciona, ou não, nossa justiça.____________Leia abaixo matéria de Thais Linhares, membro da Revista VírusSAIU PRA COMPRAR PÃO E ACABOU NA PRISÃORafael Braga Vieira tornou-se protagonista de um drama emblemático de um sistema judiciário que, muito aquém de se mostrar democrático, produz em seus atos a constante barbárie contra pobres, negros e moradores das diferentes periferias urbanas.Preso em junho de 2013 nas ruas, em meio a um protesto popular do qual nem ao menos participava, ele serviu de "bode-expiatório" no recado do poder estadual contra as manifestações democráticas. Após esforço de ativistas, em especial do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) e do Comitê Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira, Rafael obteve o direito ao regime semi-aberto e, mais tarde, ao regime aberto com uso de uma tornozeleira eletrônica que o acompanha a cada passo.Durante todo esse processo, o caso de Rafael foi tratado com extrema dureza. O relatório da perícia se apresentava inconsistente com a gravidade da acusação, ao mostrar que o conteúdo dos frascos de Pinho Sol, que Rafael carregava por ocasião da prisão, tinham "ínfimo potencial explosivo". Sem jamais ter cometido um ato violento, morando com a família e, recentemente, com trabalho formal, Rafael recebeu um tratamento injusto e arbitrário do sistema de justiça brasileiro. Como explicar isso? Mas piora.O dia 12 de janeiro de 2016 amanheceu para Rafael e sua família tão banal quanto para qualquer um de nós. Sua mãe, a senhora Adriana Braga Vieira, lhe passou três reais para que fosse buscar o pão. No trajeto foi abordado por uma dupla de policiais militares, e após breve conversa, arrastado para uma viela deserta, espancado e depois levado em viatura para a 22ª DP.Aí voltamos à narrativa padrão: negro, pobre, se sair pra comprar pão…Talvez não volte mais.A vizinha viu tudo, e correu para avisar Adriana, que por sua vez ligou desesperada para o DDH. Eram ainda 9 da manhã.O desenrolar na 22º DP, ainda fez com que Rafael pernoitasse na delegacia. De chinelo, bermuda, sem camiseta, sem pão, sem os três reais, sem entender o porquê.Encaminhado ao Tribunal de Justiça do Estado no dia seguinte, ainda permaneceu das onze da manhã, até as seis da tarde, quando foi atendido em audiência de custódia. "Você tem certeza que reconheceria os policiais que te espancaram", foi a pergunta feita pelo juíz repetidamente, de forma irônica, para Rafael, que então confirmava.O depoimento dos policiais era de que Rafael estava traficando drogas. Como prova disso apresentaram uma sacola azul com 9,3g de cocaína e 0,6 g maconha. Tanto a presença da sacola, quanto o relato dos policiais, foi refutado pela testemunha, que o cumprimentara no caminho e vira a sequência inicial das agressões. Porém Rafael teve de ouvir que voltaria para a prisão. De chinelo, bermuda, sem camiseta, sem pão. E para que afinal serve a maldita tornozeleira?O vídeo foi gravado logo após a audiência, com o advogado Carlos Martins, que relata com precisão a apresentação da defesa, um registro precioso que ajuda a compreender como funciona, ou não, nossa justiça.

Posted by Revista Vírus on Wednesday, January 20, 2016

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